curtinhas

Astrologia*

A praia tem o desenho do vento. Ela me conduz para a reinvenção completa do ser. Ouvindo o som presente do mar – há algo de espiritual nisso – lembro de você cantando no meu ouvido, baixinho, e vejo que fui feliz. Um dia você olhou pra mim, era um olhar negro, denso e perfurante. Desde então sinto que nós fomos capturados por uma trama invisível regida por Vênus. A água passa, areia fica no lugar.

Hoje cresce em mim a certeza, toda vez que vejo o mar e as estrelas através dos teus olhos, que não existem coincidências.

*Contribuição para o 100palavras

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Eis que eu não sou quem achava que era. Não é uma questão com grandes dúvidas, né? É-se sendo. Mas eu não fui. Em algum momento me perdi para não achar mais nada. Caí, fugi, esvaziei. Eu era, e momentos depois não. São coisas que a gente descobre enquanto vive, envelhece. A roda do tempo gira e mudamos de posição, se distanciando cada vez mais daquele ponto que um dia foi nossa morada. Eu grito pra mim, mas é em vão. Eu sumi e repareci como outra pessoa, que não gosta de si mesmo. De mim mesmo. 

Nota